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BSA - Bob Sociedade de Advogados · Especialidade

Direito Médico com técnica.

Assessoria a pacientes e profissionais da saúde em casos envolvendo erro médico, responsabilidade civil, planos de saúde e regulamentação ética do exercício da medicina.

Defesa de paciente e profissional
Liminares em 24–48h
Pareceres de peritos médicos
Atuação técnica
Erro médico, defesa em CRM, planos de saúde e liminares de urgência.
Centenas
de profissionais e pacientes atendidos ao longo da história do escritório
0h
Tempo médio para protocolo de liminar em casos de urgência
0%
Taxa de êxito em processos éticos no CRM com defesa preliminar técnica
0+ anos
De atuação dedicada e contínua em Direito da Saúde no Brasil
Como atuamos

Defesa qualificada nos dois lados da relação médica.

Atendemos com a mesma profundidade técnica pacientes e familiares lesados por má prática e profissionais de saúde diante de denúncias, ações e autuações.

Para o Paciente e Família

Reparação integral por danos causados em atendimentos médicos e hospitalares.
  • Erro médico (imperícia, imprudência, negligência) com indenização por danos morais, materiais e estéticos
  • Falha de hospital (infecção hospitalar, queda, troca de medicamento, alta indevida)
  • Recusa de procedimento de urgência ou emergência
  • Violação do consentimento informado
Quero analisar meu caso

Defesa do Profissional de Saúde

Defesa técnica de médicos, dentistas e demais profissionais em todas as frentes.
  • Defesa em processo ético-profissional no CRM/CRO, em todas as fases (sindicância, instauração, instrução, julgamento e recursos ao Conselho Federal)
  • Defesa em ações cíveis movidas por pacientes ou familiares (suposto erro médico, indenização por danos morais e materiais)
  • Defesa em ações criminais (lesão corporal culposa, homicídio culposo)
  • Análise e revisão de contratos com hospitais, clínicas, operadoras e cooperativas
  • Constituição de clínicas e sociedades (PJ médica, registro CRM)
  • Cobrança de honorários não pagos por planos e hospitais
  • Defesa em autuações da Vigilância Sanitária, ANVISA e demandas do CFM
Quero defender meu CRM
Casos típicos

Situações em que somos procurados.

Cada caso recebe leitura técnica antes de qualquer estratégia jurídica — sem cobrança na análise inicial.

Erro médico com sequela

Imperícia, imprudência ou negligência com dano comprovado por parecer técnico.

Judicial

Defesa nos órgãos de classe

CRM, CRO, CRF, COREN e demais conselhos — sindicância, instrução, julgamento e recurso ao Conselho Federal.

Administrativa

Negativa de plano em emergência

Liminar em 24–48h para cobrir tratamento prescrito por médico.

Judicial · Urgência

Reajuste abusivo de plano de saúde

Reajuste por faixa etária ou sinistralidade fora dos parâmetros da ANS — revisão e devolução do excedente.

Judicial

Infecção hospitalar

Responsabilidade objetiva do hospital — fortuito interno (art. 14 CDC).

Judicial
Nosso método

Da primeira conversa ao desfecho.

Cinco etapas que ordenam a defesa técnica do seu caso — em vez de improviso, processo.

01

Análise inicial gratuita

Estudo do prontuário, exames e viabilidade técnica do caso, sem compromisso.

02

Estratégia técnica

Definição de tese, dimensionamento de pedidos e plano de produção de prova.

03

Produção de prova

Parecer de médico especialista, perícias e cadeia documental robusta.

04

Ação ou defesa

Ajuizamento ou defesa em juízo, no CRM/CRO ou em via administrativa.

05

Acompanhamento

Sustentação oral, recursos e cumprimento de sentença até o desfecho.

Perguntas frequentes

Dúvidas mais comuns sobre Direito Médico

Reunimos as perguntas que mais escutamos no atendimento. Se a sua não está aqui, fale com a gente.

Para o Paciente e Família

Como saber se o que aconteceu foi erro médico?

Erro médico é a conduta abaixo do padrão técnico esperado — caracterizado por imperícia (falta de qualificação), imprudência (assumir risco desnecessário) ou negligência (omissão de cuidado devido).

Mau resultado, por si só, não é erro: a medicina é obrigação de meio, não de resultado (salvo cirurgia estética). É necessário parecer técnico de médico especialista comparando a conduta adotada com o protocolo da especialidade. Análise do prontuário e exames é essencial antes de qualquer ação.

Tenho até quando para entrar com ação por erro médico?

5 anos contados do conhecimento do dano (não da data do procedimento), quando a relação é regida pelo Código de Defesa do Consumidor — que se aplica à maioria dos atendimentos privados. Em ação contra o SUS, prazo de 5 anos (Decreto 20.910/1932).

Quanto mais cedo procurar advogado, mais fácil preservar provas (prontuário, exames, testemunhas).

Posso pedir indenização por infecção hospitalar?

Sim. Infecção hospitalar é considerada fortuito interno (parte do risco do serviço) e gera responsabilidade objetiva do hospital (art. 14 do CDC). Mesmo sem culpa específica, o hospital responde — salvo prova de que a infecção foi inevitável e que houve protocolos rigorosos de prevenção.

Valores médios: R$ 20 mil a R$ 100 mil em danos morais, mais danos materiais (medicamentos, tratamento adicional, lucros cessantes).

Meu familiar morreu no hospital. Posso processar?

Pode, desde que haja nexo causal entre conduta médica/hospitalar e o óbito. Casos comuns: diagnóstico tardio, alta indevida, erro de medicação, demora em emergência, falha cirúrgica grave, infecção hospitalar não controlada.

Legitimidade: cônjuge, filhos, pais e irmãos (em determinadas condições). Indenizações somam danos morais (R$ 50 mil a R$ 300 mil por familiar), pensão mensal (se o falecido sustentava a família) e despesas com funeral e tratamento.

Como conseguir uma cópia do prontuário médico?

O prontuário pertence ao paciente (Resolução CFM 1.638/2002 e LGPD), embora a guarda seja do hospital/clínica. Você tem direito à cópia integral mediante solicitação por escrito — não pode ser cobrada (exceto custo de cópia em papel).

Negativa é ilegal e cabe ação para obrigar a entrega + dano moral. Em caso de óbito, cônjuge ou herdeiros têm acesso pleno. Recomendamos pedir a cópia antes de manifestar intenção de processar — depois, o hospital pode demorar e o prontuário pode ser "ajustado".

O plano de saúde negou tratamento. Posso conseguir liminar rápido?

Sim. Em casos de urgência ou emergência (câncer, internação, cirurgia agendada, tratamento oncológico em andamento), conseguimos liminar em 24 a 48 horas obrigando o plano a cobrir. Para procedimentos eletivos, prazo médio de 5 a 15 dias.

Reúna: pedido médico detalhado com CID e justificativa, negativa por escrito (exigível por lei), contrato/carteirinha. A negativa de tratamento prescrito por médico, mesmo fora do rol da ANS, costuma ser revertida (rol é exemplificativo após Lei 14.454/2022).

Quanto custa entrar com ação por erro médico?

Para o paciente/família, normalmente atuamos em honorários de êxito — você não paga nada para iniciar e nossos honorários são percentual sobre o valor recebido. Custas processuais podem ser suspensas via gratuidade de justiça quando comprovada hipossuficiência.

A primeira análise (do prontuário, exames e viabilidade) é gratuita e sem compromisso. Só ajuizamos ação com parecer técnico favorável de médico especialista — não vale a pena entrar com ação fraca.

Sofri sequela permanente. Quanto posso receber?

Indenização é composta por três parcelas: danos morais (R$ 30 mil a R$ 300 mil conforme gravidade), danos materiais (tratamento, próteses, fisioterapia, medicamentos vitalícios), pensão mensal (% do salário, conforme grau de incapacidade) e, se houver alteração estética, danos estéticos autônomos.

Casos graves (paraplegia, dano neurológico permanente, perda de membro) podem somar valores superiores a R$ 1 milhão. Pensão pode ser vitalícia. Cada caso exige perícia médica para cálculo preciso.

O médico não me informou sobre os riscos da cirurgia. Isso tem importância?

Sim — e muita. A ausência de consentimento informado é uma das principais causas de condenação em ações médicas, mesmo quando a técnica foi correta. O termo deve ser específico para o procedimento, assinado antes do ato, com linguagem acessível.

Não basta o termo genérico assinado na admissão. A jurisprudência reconhece que paciente não informado adequadamente não exerceu autonomia real sobre o próprio corpo — gerando dano moral autônomo, independentemente do desfecho médico.

A cirurgia plástica não deu certo. Tenho direito a quê?

Cirurgia plástica estética é obrigação de resultado (STJ pacificado) — o paciente espera o resultado prometido, e qualquer desvio gera presunção de culpa do médico, que precisa provar caso fortuito ou culpa exclusiva do paciente.

Indenização cabe por: refazimento gratuito da cirurgia (ou em outro profissional), danos morais (R$ 20 mil a R$ 80 mil), danos estéticos autônomos, danos materiais (tratamento adicional). Cirurgia reparadora segue regra de obrigação de meio.

O plano de saúde negou tratamento porque "não está no rol da ANS". Tem solução?

Sim. O STJ e o STF firmaram entendimento de que o rol da ANS é exemplificativo — a operadora não pode negar tratamento prescrito por médico assistente apenas porque o procedimento não consta da lista, especialmente quando: (1) não há alternativa eficaz no rol, (2) há comprovação científica, (3) há urgência médica. A Lei 14.454/2022 consolidou essa interpretação.

O que é "plano falso coletivo" e por que isso prejudica o consumidor?

É quando a operadora vende o que na prática é um plano individual disfarçado de coletivo empresarial — geralmente exigindo abertura de CNPJ (MEI) só para o titular ou família.

Planos coletivos não têm reajuste regulado pela ANS, então a operadora aplica aumentos de 25-30%+ ao ano. Plano individual tem reajuste limitado pela ANS (6-10%/ano).

Resultado na Justiça: equiparação ao plano individual, aplicação do índice ANS retroativamente, devolução em dobro dos valores pagos a mais nos últimos 3 anos e proteção contra rescisão unilateral.

O plano reajustou 40% por mudança de faixa etária. É legal?

Provavelmente não. O reajuste por faixa etária só é válido se: previsto expressamente no contrato, seguir as faixas e percentuais da ANS (RN 63/2003 ou 195/2009), não for desproporcional e não houver concentração excessiva em uma única faixa.

Para idosos com 60+ vinculados ao plano há mais de 10 anos, o Estatuto do Idoso proíbe qualquer reajuste por faixa etária — apenas o reajuste anual da ANS é permitido. Conseguimos revisão judicial com devolução dos valores pagos a mais.

Posso pedir dano moral quando o plano nega cobertura?

Sim, em vários casos. Negativa indevida em urgência ou emergência, recusa de tratamento prescrito, interrupção de tratamento já iniciado e demora injustificada na autorização (mais de 21 dias úteis em eletivos) caracterizam dano moral presumido.

Valores: R$ 5 mil a R$ 30 mil em média, podendo chegar a mais em casos de paciente em estado grave. Soma ainda a devolução em dobro dos valores que o consumidor pagou por conta própria pelo tratamento negado.

Defesa do Profissional de Saúde

Recebi uma denúncia do CRM. O que devo fazer?

Não responda nada sem advogado. A defesa preliminar é a peça mais importante do processo — uma resposta mal feita aqui pode comprometer todo o restante, mesmo que o médico esteja correto.

Evite também: discutir o caso com colegas que possam ser testemunhas, alterar o prontuário (configura crime), entrar em contato direto com o denunciante. Procure imediatamente advogado especializado em defesa médica para preparar a resposta dentro do prazo (normalmente 30 dias).

Mesmo sem erro, posso ser punido pelo CRM?

Infelizmente sim. O processo ético-profissional não exige prova de erro técnico — basta a denúncia para que o conselho instaure procedimento. A qualidade da defesa técnica é o que determina o desfecho, mesmo quando o profissional agiu corretamente.

As penas vão de advertência confidencial até cassação do exercício profissional. Por isso é fundamental tratar o processo ético com a mesma seriedade de uma ação judicial.

Fui processado por paciente. Quem paga a indenização se eu perder?

Depende do vínculo. Atendimento como pessoa física em consultório próprio: responde pessoalmente. Como empregado ou prestador de hospital: a instituição responde solidariamente — e pode ter ação regressiva apenas em caso de culpa grave.

Recomendamos fortemente seguro de responsabilidade civil profissional (RCP) com cobertura adequada à especialidade (cirurgia plástica, obstetrícia e anestesia têm prêmios maiores).

Meu prontuário pode ser usado contra mim no processo?

O prontuário é a principal prova em qualquer processo médico — bem preenchido, protege o profissional; mal preenchido ou alterado, destrói a defesa. CFM exige prontuário claro, completo, contemporâneo e legível, com identificação em cada anotação.

Nunca altere prontuário depois de uma denúncia — configura crime de falsidade e é a forma mais rápida de perder o processo. Em caso de erro de digitação, faça adendo datado e assinado, não rasure.

Posso atender por telemedicina? Quais cuidados jurídicos?

Sim. Regulamentada pela Lei 14.510/2022 e Resolução CFM 2.314/2022. Exigências: consentimento expresso, registro em prontuário específico, identificação do médico com CRM, sigilo dos dados.

Cuidados práticos: plataforma com criptografia ponta a ponta, termo de consentimento específico, registro de horário e duração, backup do prontuário digital. Responsabilidade civil é a mesma do presencial.

Recebi auto de infração da Vigilância Sanitária. O que fazer?

Não pague antes de avaliar. O auto admite defesa em 15 dias com possibilidade de produção de prova. Muitas autuações caem por vício formal (falta de fundamentação, autoridade incompetente, descrição vaga) ou desproporcionalidade da multa.

Em paralelo, regularize o apontado para mitigar reincidência. Esgotada a via administrativa sem êxito, cabe ação anulatória com pedido de liminar para suspender multa e eventual interdição.

Posso constituir PJ médica? Quais as vantagens?

Sim. Sociedade médica (PJ) é permitida pelo CFM (Resolução 2.170/2017) e oferece vantagens tributárias — tributação por Lucro Presumido ou Simples Nacional, em vez de 27,5% como PF.

Exige registro no CRM como PJ, contrato social específico, responsável técnico médico e atenção à não pejotização. Recomendamos planejamento contábil + jurídico antes da constituição.

Quais são os limites da publicidade médica?

A Resolução CFM 1.974/2011 proíbe: antes e depois, fotos de pacientes (mesmo com autorização), preços e promoções, autopromoção sensacionalista, garantia de resultado, depoimentos de pacientes.

Permitido: nome, especialidade registrada no CRM, endereço, telefone, formação acadêmica, áreas de atuação reconhecidas. Médico fora dessas regras pode sofrer processo ético com pena de advertência a suspensão. Área sensível em redes sociais.

Sou médico residente. Posso ser processado individualmente?

Pode, mas com responsabilidade compartilhada. O residente atua sob supervisão do preceptor e do hospital — em caso de erro, a responsabilidade primária é da instituição.

O STJ tem decidido pela responsabilidade solidária do hospital, preceptor e, em alguns casos, do residente — especialmente se houve omissão do supervisor ou se o residente realizou procedimento acima do nível. Recomendamos seguro RC para residentes em especialidades cirúrgicas e obstétricas.

Anestesiologista responde por morte na sala de cirurgia?

A anestesiologia tem responsabilidade técnica autônoma — o anestesista responde por sua conduta independentemente do cirurgião. Causa anestésica (parada por dose incorreta, intubação difícil não prevista, falta de monitorização) responsabiliza o anestesista; causa cirúrgica responsabiliza o cirurgião.

Defesa exige análise da ficha anestésica completa, avaliação pré-anestésica documentada e protocolos da SBA. Cobertura RC obrigatória.

Sou obstetra. Como me proteger em parto natural x cesárea?

A obstetrícia é a especialidade com maior incidência de processos. Recomendações: documentar exaustivamente a evolução do trabalho de parto (partograma completo), registrar conversas com a gestante sobre via de parto e riscos, obter consentimento específico.

Em intercorrência (sofrimento fetal, distócia), agir conforme protocolo (FEBRASGO) e registrar minuto a minuto. Seguro RC com limite elevado é fundamental — indenizações por dano neurológico neonatal podem chegar a milhões.

Hospital me pagou menos do que combinado. Como cobrar?

Cobrança judicial direta com base em contrato, planilhas, escalas e comprovantes de atendimento. Em caso de cooperativa, atenção à cláusula de competência da Justiça Comum (não Trabalhista, pois não há vínculo empregatício).

Valores subdimensionados, atrasos sistemáticos ou desconto unilateral autorizam ação de cobrança + juros + correção + honorários advocatícios. Em casos de inadimplência reiterada, vale carta de notificação extrajudicial antes do ajuizamento — muitas vezes resolve.

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